Peso Terra Natal

Peso Terra Natal

quarta-feira, 7 de junho de 2023

 Link do Peso Terra natal  *  


                       
 Peso - Covilhâ, é a minha terra natal, uma aldeia na margem direita do Rio Zêzere entre as Serras da Gardunha e Estrela, àrea a que nós Beirôes chamamos "Cova da Beira".Foi aí que eu passei a minha juventude (com esporádica residência em Lisboa)  e onde depois dos meus 20 anos, passei mais uma duzia deles a caminho da Europa, no transporte de emigrantes de toda a Cova da Beira, como  motorista de praça (táxi) de que era proprietário. Queria dedicar esta página na web, a todos os Pesenses e seus descendentes, residentes e ausentes na diáspora espalhados pelo mundo.
O propósito desta página é manter uma ligaçâo à terra que me viu nascer, embora ausente à 38 anos, e separado dela por um Oceano e um Continente de distancia.
Queria lembrar para as geraçôes vindouras do Peso, o que foi a minha juventude nesta nossa aldeia Beirâ, que decidi deixar em fins de 1973, mas que nunca esquecere
i.

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                                                POEMA a COVA DA BEIRA
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                     I                                                      ~~VI~~~                                      
 A minha terra é o Peso                       És a rainha das Beiras
E não o négo a ninguem                     Ó Estrela imortal

Pois foi lá é que eu nasci                     Por isso és a mais alta

O meu pai e a minha mãe                   Das serras de Portugal

        ~~~II~~~~~                                         ~~~VII~~~

Tenho orgulho em ser da Beira          Tenho orgulho em ter nascido

    A minha terra natal                         Mesmo ali ao pé de ti

Pois foi lá que teve origem                  E ao deixar as tuas terras

O Povo de Portugal                             Chorei… quando partí

     ~~~ III~~~                                               ~~~VIII~~~

Ó terras de Viriato                               E cá longe me recordo

Onde começou a nossa história          Da tua neve branquinha

Por tanto gostar de vós                        Da agua a cantar pelos montes

Não me saís da memória                     E do por do sol à tardinha

       ~~~ IV ~~~                                             ~~~IX~~~

Adeus ó Cova da Beira                        E quando voltar outra vez

Com  o Zêzere lá no fundo                  Hei-de chorar novamente

Ao passarmos a Gardunha                 Com a alegria de te ver

Para nós… é outro mundo                 Volto a chorar,mas de contente

           ~~~V~~~                                            ~~~X~~~

Temos a Gardunha e a Estrela           É assim a nossa gente

Que em Portugal é a primeira            De alma bem Portuguesa               

 Do outro lado Belmonte                     Que chora com a  alegria     

Lá no fundo a Panasqueira                E canta o fado com a tristeza

                                                      

   Belarmino Duarte Batista                    

     Vancouver–Canadá                                  


                                           ~~~~~ SER BEIRÃO~~~~~        
 Para mim,  ser Beirão, é ter nascido no coração da Cova da Beira, esse vale fértil e deslumbrante, situado entre as Serras da Estrela e da Gardunha, com o Rio Zêzere a espraiar-se pelo meio, rio esse que é tambem genuínamente beirão, pois nasce de entre o granito do Cantaro Magro na Serra da Estrela e vai desaguar no Tejo, nas proximidades de Constancia .  
É neste vale do Zêzere que existe a maior riqueza da nossa Beira interior;
A fertilidade das suas terras atraíu a ele o homem desde tempos imemoriáis, por isso aí se encontra a maior 
densidade urbana de toda a Beira interior,com as cidades de Covilhã, notória pela sua industria de lanifícios e não só, desde o tempo do Marquês de Pombal, o Fundão, (nova cidade) com industria diversificada e coração  de quase toda a actividade agricola da Cova da Beira;as vilas de Tortosendo igualmente de tradições ligadas aos lanifícios e Belmonte, terra natal de Pedro Alvares Cabral, descobridor do Brasil e sítio da maior Comunidade Judaica do nosso país, o que torna este vale do Zêzere a zona mais habitada de toda a Beira.

Temos ainda, inumeras localidades históricas como Alpedrinha, Castelo Novo, Idanha aVelha, Monsanto, para mencionar apenas  algumas. Mais a sul temos Alcains, vila progressiva e Castelo Branco, a capital da Beira Baixa, com uma  zona industrial de diversas actividades relevantes a titulo nacional, formando ambas uma area igualmente agricola de acentuado alcance economico. Temos as campinas da Idanha, a histórica Monsanto e às portas de Espanha a veraneal Monfortinho, famosa pelas suas termas. Já a fazer fronteira com o Tejo, temos a Vila Velha de Ródão, com a sua industria celuloide e as incomparáveis “portas” do Tejo, como que fechando a nossa Beira ao resto do mundo. (Não tanto assim, pois os Beirões espalharam-se por todos os continentes nas  diversas partes do mundo)Existem na Beira
muintas terras de origem remota e longínqua e aqui se podem encontrar muintos vestígios do passado, sendo os monumentos e vestígios Romanos os de maior realce, como ; Igrejas, Castelos, pontes, calçadas, fontes, etc, mas de entre estes, quero salientar o monumento de <Centum Cellas> ao fundo de Belmonte, junto ao Zêzere e á estrada nacional 18 que foi recentemente recuperado e que continua a ser um enigma para os arqueólogos sobre o seu passado histórico.
É ainda nas Beiras, Alta e Baixa , que se situam  as 10 aldeias (algumas são vilas) históricas  de Portugal , sendo algumas delas e seus monumentos, protegidas pela União Europeia e Unesco, (Organismo Internacional de Protecção do Património Mundial.                                                         
 São elas: Almeida, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha a Velha , Linhares,  Marialva, Monsanto, Piodão e Sortelha.

Ser Beirão é ter nascido entre o granito e acordar todos os dias vendo o nascer e o pôr do sol por entre as serras cobertas pelo manto verde do pinho bravo. .                              Da Cova da Beira está sempre â vista o alto da Estrela normalmente coberto  pelo manto branco da neve, desde Novembro até Maio. 
Na Primavera, todo este Vale é uma explosão da natureza, com todas as suas arvores a desabrochar e a florir. Quem não conhece a Gardunha com a verdura dos seus castanheiros, carvalheiros e vimeiros, que formam um micro-clima onde crescem arbustos e ervas unicas no mundo, assim como as suas frondosas ceregeiras que quando em flor, são um espectáculo  magnificente  da natureza, sendo  a maior fonte deste fruto no nosso país, e que fazem inveja na Europa, para onde são exportadas
muitas delas por serem apreciadas  pelo seu sabor especial.

Em termos de emprêndimentos de grande vulto, temos na Covilhâ um novo Hospital Regional da Cova da Beira, está em andamento um programa de regadio, que vai aumentar considerávelmente a capacidade agricula da área,um Park de industria e tecnologia, que se espera irá ser um pólo de desenvolvimento regional e finalmente uma moderna auto-estrada, que irá contribuir para uma maior abertura de todas as potencialidades da beira interior ao resto do país e a toda a Europa.
Potencialidades estas que passam pela natural atração pela Serra da Estrela e a neve, unica realidade viável de esqui, no nosso país .    
                                      
                                       O comboio da Beira Baixa *  
                                                   https://youtu.be/CHM5r9fQuO0
                                                 *** Portas de Rodâo *** 

                                ( onde ainda pássa o comboio da Beira Baixa ) 
                                      https://youtu.be/CHM5r9fQuO
                                 


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